Tipos de melasma: guia completo para o tratamento

12 minutos para ler

Mais comum em mulheres, melasma é o nome que se dá àquelas manchas amarronzadas que aparecem na face, principalmente nas maçãs do rosto, têmporas, testa, queixo e lábio superior. Apesar de serem mais facilmente encontradas nessas regiões, elas também podem surgir nos braços, no colo ou no pescoço.

Independentemente dos tipos de melasma, esse problema prejudica a autoestima de quem o tem, pois é difícil disfarçá-lo por meio de maquiagem. Além disso, sua extensão pode variar, afetando grande parte do rosto, o que tende a comprometer a qualidade de vida. Afinal, geralmente, as lesões costumam impactar nas relações pessoais e profissionais.

Contudo, existe tratamento para melasma. Com um bom acompanhamento dermatológico e os produtos e cuidados corretos, é possível amenizar e se proteger contra o problema. Deseja saber mais sobre o tema? Então, acompanhe a leitura!

O que é melasma

Em uma linguagem clínica, o melasma é uma hiperpigmentação da pele, que acontece devido à deposição excessiva de melanina, que é a proteína responsável pela coloração da pele. Ela também é responsável por prevenir contra os danos oriundos da radiação ultravioleta no DNA.

Como ele se manifesta?

O melasma surge através de manchas castanho-escuras ou marrom-acinzentadas, de formato irregular. Como mencionado, elas aparecem majoritariamente na face, mas também podem ocorrer em outras partes do corpo, como o pescoço, o colo e os braços.

Outro aspecto que varia é a sua extensão. Dependendo da gravidade, o melasma pode comprometer a região afetada por completo. Além de crônica, a lesão é recorrente, isto é, uma vez que ela apareceu, mesmo tratada, ela pode voltar e atingir o mesmo local ou qualquer outra parte do corpo.

O melasma é mais comumente encontrado no sexo feminino. Entretanto, os homens também sofrem com a doença, mas vêm bem atrás no ranking: apenas 10% deles convivem com o problema.

Quais são os grupos de risco?

Geralmente, as mulheres negras estão mais propensas a desenvolver a doença. Isso acontece porque o organismo delas produz mais melanina — quanto mais a proteína é produzida, mais chances de o melasma surgir. Esse grupo também inclui as mulheres de descendência árabe, asiática e as de descendência hispânica.

Outro grupo que tem uma tendência maior a desenvolver as lesões são as mulheres em idade reprodutiva, que se inicia por volta dos 20 anos e vai até a menopausa, comumente ocorrendo a partir dos 45 anos. Além disso, quem toma pílulas anticoncepcionais orais ou participa de esquemas de terapia de reposição hormonal também tem mais chances de apresentar o quadro.

O aparecimento dos melasmas está diretamente relacionado à carga hormonal. Mais um fator que facilita o surgimento é a gravidez, porque, nesse período, os hormônios que são produzidos pela placenta incentivam a hiperpigmentação da pele. Então, se a mulher já tem predisposição para ter a doença, provavelmente a desenvolverá quando estiver na gestação.

Ademais, quem tem disfunção da tireoide ou faz tratamento de epilepsia ou hipertensão precisa ter cuidado redobrado para não ser atingido pelo problema.

Tipos de melasma

Os tipos de melasma podem variar de acordo com a distribuição da melanina na pele. Em termos clínicos, o aspecto das manchas tem a ver com a atividade dos melanócitos — as células responsáveis pela produção da proteína.

Quanto mais eles produzem, maior é a carga absorvida pela epiderme, a camada mais superficial da nossa pele. No entanto, antes de explicar os tipos de melasma, é importante falar sobre a melanina. Você sabe para que ela serve?

Melanina

Essa proteína é responsável por dar cor à pele, olhos e cabelo, mas seu principal papel é proteger o organismo contra os efeitos da radiação solar.

Sabe todo o incentivo por trás da utilização do protetor solar? Pois é, a melanina é como um protetor solar natural da pele. Mas é claro que sua produção não substitui o uso do produto, principalmente, considerando que os raios solares estão cada vez mais agressivos e perigosos para a pele humana.

Quando a pessoa se expõe demais aos raios UV, a fabricação da proteína aumenta, ou seja, trata-se de um mecanismo de defesa do organismo contra a ameaça da radiação e seus danos para a pele. Voltando à classificação das manchas, o melasma atualmente se dividem em três.

Epidérmico

O melasma é epidérmico quando a formação de melanina se concentra principalmente na epiderme, ou seja, na parte mais superficial da pele. Por estar presente na região mais exposta, é mais fácil de tratar.

Dérmico

Esse tipo se instala na derme, que é a camada intermediária da pele, entre a epiderme e a hipoderme, composta por tecidos, vasos sanguíneos, glândulas sebáceas, sudoríparas etc. Em razão disso, seu tratamento é mais complicado e as chances de eliminar as manchas são mais difíceis.

Misto

A classificação mista é considerada a mais grave, graças à forma que a mancha se manifesta, atingindo tanto a epiderme como a derme. Trata-se de um nível mais avançado da doença.

Causas do melasma

Apesar de se tratar de um problema corriqueiro nos consultórios dos dermatologistas, o melasma não apresenta uma razão específica. Sabe-se que está diretamente relacionado à exposição solar, mas, atualmente, já se acredita que o desenvolvimento do problema não tem a ver apenas com a melanina, mas com outras células do corpo, como os mastócitos e os fibroblastos.

Em geral, quem apresenta as manchas tem um histórico de exposição ao sol, quando não diário, frequente. Lembra que falamos sobre como os raios solares estimulam a produção de melanina, o que influencia no aparecimento das lesões? É por essa razão que, durante o verão, é necessário redobrar o cuidado. Com o aumento da temperatura, surgem mais casos da doença.

E, infelizmente, não é só a luz do sol que facilita o melasma. A radiação ultravioleta, oriunda de raios X e micro-ondas, por exemplo, também podem impactar na produção da proteína. Quer mais alguns exemplos? A luz emitida pela tela da televisão, tablet, computador ou smartphone tem um efeito similar.

Outro estimulante é o fator genético. Esse, claro, é o que menos se pode controlar, mas quando há casos na família, ainda que distantes, é primordial fazer um acompanhamento dermatológico e usar os produtos adequados para afastar a possibilidade de as manchas aparecerem.

Sintomas do melasma

Os sintomas mais clássicos da doença são as manchas acastanhadas que surgem na pele. Elas são simétricas, ou seja, iguais dos dois lados — quando aparecem nas maçãs do rosto, por exemplo —, têm formato irregular e são bem definidas. A intensidade do tom da lesão varia de acordo com a quantidade de melanina acumulada.

É importante informar que, quando o melasma é identificado durante a gravidez, desencadeado pelas alterações hormonais que, por sua vez, estimulam a produção de melanina, ele costuma desaparecer gradualmente após a gestação. Nessa situação específica, o transtorno recebe o nome de “máscara da gravidez” ou “cloasma gravídico”.

Esse costuma ser o único sintoma apresentado — acima de tudo, o melasma é um problema estético. Todavia, seu aparecimento chama a atenção para um fator importante, que é a proteção da pele contra os raios ultravioleta ou, ainda, um eventual problema hormonal, na tireoide etc.

O desenvolvimento do melasma também tende a prejudicar a saúde emocional de quem o tem, considerando a forma com que mexe com a autoestima e influencia nos relacionamentos pessoais e profissionais.

Como o melasma é diagnosticado?

Após identificar os sintomas, a pessoa deve marcar uma consulta com um médico dermatologista. Ele é quem vai analisar seu histórico pessoal e familiar, averiguando quais causas podem ter desencadeado o problema.

Além do fato genético, também é avaliado se a paciente faz uso de pílulas anticoncepcionais, se está grávida, se está fazendo algum tratamento para reposição hormonal e, por fim, como são seus hábitos de exposição ao sol.

No consultório, o dermatologista pode utilizar a Lâmpada de Wood, um aparelho clínico específico para identificar e diagnosticar problemas de pele. Esse cuidado vai permitir um reconhecimento mais ágil e preciso, pois o melasma também pode ser confundido com outras afecções cutâneas, como a doença de Addison, a Eczema ou a dermatite de contato.

Por isso, lembre-se: ao perceber os sintomas, não faça um diagnóstico por conta própria, tampouco se automedique! Somente um médico especializado em pele sabe identificar e prescrever o tratamento adequado para esse tipo de transtorno. O autodiagnóstico e automedicação podem não apenas não solucionar, como agravar a situação.

Como prevenir melasma

A principal forma de se prevenir contra o melasma é usando o protetor solar, especialmente se você já tem predisposição genética. Por isso, inclua-o na sua rotina de cuidados com a pele.

O uso do protetor ajuda não só a combater a primeira vez, mas a reincidência do problema. O índice de proteção varia de acordo o tom da pele, por isso, nesse momento também é indicada a avaliação de um especialista.

Entende-se que, quanto mais clara é a cor da cútis, maior deve ser sua proteção, pois menor é sua produção de melanina e maiores são as chances de incidência de queimaduras solares.

Geralmente, os produtos trazem um grau de defesa contra os raios UVB, que são aqueles responsáveis por causar vermelhidão e ardor. Nesse sentido, a pele na meia idade requer um cuidado ainda maior, considerando o fator hormonal.

No entanto, contra os raios UVA, que são os mais prejudiciais à pele — por queimar as camadas mais profundas —, é preciso prestar atenção nas especificações do produto. Nele, é preciso estar em destaque algumas siglas, como PPD++ ou UVA++, aliado ao fator de proteção (UVA 30, por exemplo). Esses raios, afinal, estão diretamente relacionados ao aparecimento não só do melasma, mas de câncer de pele e envelhecimento precoce.

Se você já tem melasma…

Nesse caso, o uso do protetor solar é ainda mais indispensável. Aliás, não apenas sua utilização, mas sua reposição a cada duas horas, caso esteja sob exposição solar.

Um ponto essencial, que vale a pena lembrar, é que não é para usar protetor solar apenas quando o clima estiver ensolarado. Os dias nublados e o próprio inverno exigem o mesmo cuidado. Apesar de a incidência dos raios ser menor, a pele continua exposta.

Além disso, não é apenas o sol que emite a radiação. Também é necessário considerar as luzes artificiais que, em longo prazo, podem ocasionar o mesmo transtorno. E essas luzes são oriundas de inúmeras fontes, inclusive, do seu celular ou computador. Por isso, cuidado nunca é demais. Dedique uma atenção especial às regiões do rosto, colo, pescoço e mãos.

Mesmo sendo o mais indicado, além do protetor solar, você tem a opção de usar outras fontes de defesa, como as roupas com proteção UV. Hoje, até modelos de biquíni já têm essa tecnologia. A estratégia complementa o uso do produto, mas não o substitui, certo? Viseiras, chapéus e bonés também podem ajudar.

Em relação à maquiagem, quem tem melasma só precisa ter mais atenção na hora da compra e decisão do que incluir na nécessaire — leia os rótulos e invista em itens com fator de proteção. Além disso, veja se o produto é indicado para os variados tipos de pele ou se atende a um tipo específico. Respeitar isso pode evitar alergias e outras irritações, além de manter a qualidade da pele.

Tratamentos para melasma

Atualmente, não existe cura para o melasma, no entanto, uma vez diagnosticado pelo dermatologista, o tratamento prescrito costuma incluir diversos procedimentos, como peelings e aplicação de laser, além do uso de remédios especializados, que promovem um clareamento gradual das manchas.

Medicamentos tópicos

Um dos mais utilizados é a Hidroquinona que, combinada a outros agentes, é benéfica para amenizar a hiperpigmentação da pele. Outro princípio ativo indicado é o ácido tranexâmico, que tem ação antifibrinolítica, que desestimula o aparecimento de novas lesões.

Outras substâncias que auxiliam não só no tratamento, mas na prevenção, são dermocosméticos, com ácido retinoico, ferúlico e glicólico. Além disso, na hora de comprar o protetor solar, verifique se ele tem vitamina C e E, que funcionam como antioxidantes e potencializam a ação do produto.

Peelings

Por meio da esfoliação cutânea, os peelings químicos agilizam a remoção da melanina contida nas camadas mais superficiais da cútis, o que também auxilia na melhor penetração dos medicamentos do tratamento. Conclui-se que uma das melhores opções é combinar os recursos para obter um melhor resultado.

Cuidar da pele é uma coisa séria. Muito além do viés estético, vimos como a prevenção evita o surgimento dos tipos de melasma, por exemplo. Agora, se você já identificou as manchas, não espere mais para procurar o tratamento para melasma mais adequado à sua condição. Combinado?

Agora que você já entende mais sobre esse problema de pele, que tal assinar nossa newsletter? Assim, você vai receber mais conteúdos como este e ficar por dentro das novidades do mundo da beleza!

Posts relacionados