6 perguntas e respostas sobre reposição hormonal feminina: veja aqui!

6 perguntas e respostas sobre reposição hormonal feminina: veja aqui!

5 de abril de 2019 0 Por admin

A vida da mulher é feita de ciclos. Em cada fase, descobrimos coisas diferentes sobre o nosso organismo, as dificuldades e belezas de ser mulher. Um dos processos mais marcantes é a menopausa, que traz mudanças físicas, emocionais e hormonais no dia a dia. É aqui, então, que surge o tratamento de reposição hormonal feminina.

Durante esse período, os hormônios mudam constantemente, ocasionando sintomas típicos, como as ondas de calor, alterações de humor, cansaço excessivo, secura vaginal, queda de cabelo e retenção de líquidos. Para diminuir as angústias das manifestações da menopausa, algumas mulheres optam pela reposição hormonal.

Mas, afinal, o que é esse procedimento e qual é a sua função? Neste artigo, respondemos as principais dúvidas sobre reposição hormonal, para você entender as vantagens e desvantagens envolvidas. Confira!

1. O que é e para que serve a reposição hormonal feminina?

Como comentamos, o procedimento consiste em aliviar os sintomas da menopausa por meio da reposição de hormônios. Afinal, durante esse ciclo feminino, muitas mulheres sofrem com a diminuição de estrogênio e progesterona, que podem causar todos aqueles problemas citados, trazendo mais desafios no dia a dia.

Assim, a reposição hormonal feminina é capaz de restabelecer os níveis desses hormônios, a fim de deixá-los regulados no organismo. Uma vez controlados, as ondas de calor, o apetite elevado, o inchaço abdominal, as alterações de humor, a diminuição da libido, a insônia e o cansaço excessivo se tornam cada vez menores, contribuindo para a melhora na qualidade de vida da mulher madura.

2. Como ela pode ser feita?

Para muitas mulheres, os sintomas da menopausa causam muita angústia, já que alteram completamente o estilo de vida que se tinha antes. Dessa maneira, ter a possibilidade de equilibrar os níveis hormonais pode ser uma excelente alternativa para lidar com essa situação desconfortável.

Para isso, existem diversas formas de fazer a reposição hormonal, desde metodologias naturais — que explicaremos nos próximos tópicos — até tratamentos farmacológicos. Isso quer dizer que a mulher pode optar por fazer a terapia por meio de comprimidos, adesivos e supositórios, dependendo do seu quadro clínico e preferência pessoal.

Além dos diferentes métodos, o tratamento ainda apresenta duas formas de reposição, conforme os sintomas que você apresenta:

  • terapia com progesterona e estrogênio: utilizada em mulheres com útero, combinando os hormônios de forma natural ou sintética para aliviar os sintomas;
  • terapia somente com estrogênio: é voltada para mulheres que retiraram o útero e só utiliza um hormônio, preferencialmente sintético, para a reposição.

Vale lembrar que o tratamento não tem um período prévio definido, já que o início da menopausa e o climatério — período anterior ao ciclo que facilita o surgimento dos sintomas — varia de mulher para mulher. E mais: os tipos de tratamento podem ser modificados ao longo dos anos, tendo em vista as alterações que os sintomas apresentam de acordo com a produção hormonal.

Para garantir que o tratamento seja eficaz e tenha a durabilidade certa, o ideal é fazer exames constantes com um ginecologista de confiança e fazer uma programação hormonal específica para o seu caso.

3. Existem efeitos colaterais?

Uma das principais dúvidas em relação à reposição hormonal feminina refere-se aos efeitos colaterais. Como em qualquer tratamento farmacológico, existem, sim, efeitos que podem trazer dificuldades para algumas mulheres. Nesse caso, são reduzidos e podem não aparecer em determinados quadros.

A seguir, você pode conferir os mais comuns e avaliar se vale a pena ou não investir nesse tipo de terapia:

  • dor nas mamas, conhecida cientificamente por mastalgia;
  • enjoos;
  • cefaleia;
  • sangramentos de escape no período de adaptação.

Ainda, nos casos mais graves, a reposição pode favorecer o surgimento do câncer de mama e de colo de útero, assim como tromboembolia pulmonar. No entanto, são situações em que a quantidade hormonal não estava regulada, o acompanhamento médico não foi eficaz e a mulher já tinha predisposição para o desenvolvimento dessas doenças.

4. Quais são os hormônios utilizados?

No início deste artigo, comentamos que a reposição hormonal é feita com estrogênio e progesterona, você se lembra? Normalmente, eles são utilizados na sua forma sintética, isto é, produzidos em laboratórios.

É importante você ter em mente que são eles os responsáveis por todos os ciclos femininos, desde a menarca até a menopausa. Dessa maneira, a sua diminuição ou até interrupção na produção implica diretamente no surgimento desses sintomas incômodos.

5. Existem contraindicações?

Todo e qualquer tratamento medicinal apresenta contraindicações, e a reposição hormonal não fica fora dessa. Por exemplo, mulheres com históricos de câncer de mama e de endométrio, próprio ou familiar, não podem utilizar esse tipo de terapia, já que a mudança hormonal pode reativar esses processos.

Ainda, mulheres que têm ou já tiveram porfiria, lúpus, infarto, acidente vascular cerebral, trombose, problemas de coagulação e sangramento genital sem causa conhecida devem optar por métodos alternativos para controlar os sintomas da menopausa, pois não podem realizar a reposição.

6. Quais são os tratamentos naturais?

Existem muitas terapias alternativas e complementares que apresentam soluções para as mulheres que não podem ou não querem fazer a reposição hormonal. Fundamentadas na medicina oriental — que afirma a funcionalidade de ervas e chás para a melhora na saúde e bem-estar —, essas receitas colaboram para diminuir os sintomas, embora não atuem diretamente na regulação hormonal, como os medicamentos farmacológicos.

Ainda, existem alguns alimentos que são compostos de fitoestrogênios, como a maçã, oxicoco, inhame, morango e romã, que, quando consumidos a longo prazo e de forma controlada, podem interferir na produção dos hormônios, já que apresentam características naturais semelhantes ao estrogênio.

A seguir, separamos as melhores receitas naturais para você fazer uso durante a menopausa. Mas, atenção: é imprescindível entrar em contato com o seu ginecologista para avaliar se o consumo desse remédio caseiro é interessante ou não para o seu quadro clínico.

Chá de amora-branca

A amora-branca traz diversos benefícios para qualquer pessoa, em todas as fases da vida. Para as mulheres na menopausa, o seu consumo auxilia no controle do ressecamento vaginal, irritação, ansiedade, dificuldades de memória e dores musculares.

Para prepará-lo, basta ferver 500 ml de água e fazer a infusão com cinco folhas de amora-branca. Depois de deixar repousar por cinco minutos, é só coar e beber de duas a três vezes por dia.

Suco de maracujá com lecitina

O maracujá é muito conhecido por suas propriedades ansiolíticas, isso é, que diminuem o grau de ansiedade e nervosismo. Combinado com a lecitina de soja — um fitoterápico rico em isoflavonas e fitoestrogênios —, as ondas de calor e as alterações de humor são controladas com mais facilidade.

Para consumi-lo, é só misturar a polpa de um maracujá fresco, de preferência, com meia colher de lecitina de soja, duas colheres de mel e três copos de água mineral, e bater no liquidificador, ingerindo o suco ao longo do dia.

Ainda, se você deseja potencializar os efeitos, pode adicionar duas folhas de couve, trazendo mais sabor para o suco, auxiliando o corpo no combate dos radicais livres e, de quebra, estimulando o seu organismo a ter um envelhecimento saudável.

Você percebe como a reposição hormonal feminina é capaz de trazer mais qualidade de vida para as mulheres maduras? Assim, é possível combater as dificuldades que a menopausa traz. Para ter bons resultados e manter a sua saúde em dia, lembre-se de fazer o acompanhamento médico com um ginecologista de confiança, realizando exames periódicos e controlando seus níveis hormonais.

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